BIOECONOMIA ][ Propesca impulsiona bioeconomia da pesca artesanal no Tocantins
Data de Publicação: 4 de agosto de 2025 15:40:00 Projeto da Embrapa monitora produção em cinco municípios, gerando dados cruciais para inclusão socioeconômica e acesso a crédito para pescadores.
Da redação
A Embrapa, por meio do projeto Propesca (A bioeconomia da pesca artesanal nos estados do Tocantins e de Roraima: caminhos seguros para a inclusão socioeconômica e estruturação da cadeia produtiva), vem realizando um trabalho essencial de monitoramento da produção pesqueira artesanal no Tocantins. A iniciativa abrange os municípios de Araguacema, Araguatins, Couto Magalhães, Esperantina e Xambioá, e acaba de divulgar novos boletins com dados de outubro de 2024 a março de 2025.
O coordenador do projeto, Adriano Prysthon, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios, ressalta a importância dos monitores pesqueiros, considerados o elo vital entre os pescadores e a Embrapa.
- Toda a metodologia e a curadoria dos dados feita em campo periodicamente dependem fortemente do trabalho exercido pelos monitores nas comunidades - afirma Prysthon, destacando a necessidade de uma relação sincera e respeitosa com os pescadores.
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| Foto e arte: Embrapa |
Em cada um dos cinco municípios, um monitor local é responsável por coletar dados padronizados, que incluem as espécies mais capturadas, a produção e renda mensais, e as despesas dos pescadores. Essa coleta contínua de informações é crucial, segundo Adriano, para "promover um desenvolvimento socioeconômico e ambiental mais justo" e para retirar o setor da invisibilidade, evidenciando seu real potencial econômico, de conservação e de segurança alimentar.
Um avanço notável já pode ser observado: em Esperantina e Araguacema, os dados de produção por pescador estão sendo utilizados pelas Colônias de Pesca para a aquisição de microcrédito em instituições financeiras, demonstrando o impacto direto e positivo do Propesca na vida dos pescadores artesanais.
O Propesca tem como parceiros a Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea) do Tocantins e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O financiador do projeto é o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Pesca artesanal, Bioeconomia, Tocantins, Embrapa, Propesca, Monitoramento, Inclusão socioeconômica, Cadeia produtiva, Crédito, Desenvolvimento sustentável
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