PEIXES NATIVOS – Com marketing, o mercado se abre, colocando-os no comércio nacional e internacional junto com a tilápia
Data de Publicação: 18 de março de 2022 15:30:00 O presidente da PeixeBR, Francisco Medeiros, comunga, em parte, da opinião deste editor. A nosso convite, ele teceu um comentário sobre os resultados desta feira, que foi realizada em Boston entre os dias 13 e 15 passados.
O presidente da PeixeBR, Francisco Medeiros, comunga, em parte, da opinião deste editor. A nosso convite, ele teceu um comentário sobre os resultados desta feira, que foi realizada em Boston entre os dias 13 e 15 passados.
Por Antônio Oliveira
Pacu, pirarucu, tambaqui, pintados e tantos outros nativos em cultivo comercial de cativeiro, no Brasil, podem não ter um pacote tecnológico que facilite a sua permanência constante na culinária brasileira e internacional, assim como o têm peixes como a tilápia e o salmão, numa visão universal. Mas tem mercado nacional e internacional, mesmo que não seja do tamanho do espaço de espécies comerciais consolidadas. Mas o que falta para estes nativos brasileiros não são apenas pacotes tecnológicos completos. Isto ajuda muito, claro. E que o diga as donas-de-casa e os chefs. Faltam marketing, comunicação, ousadia e organização dos produtores e de agroindústrias de nativos.
A empresa rondoniense, Zaltana Pescados, ousou neste ano e saiu do seu “quadrado”, atravessando o Continente Americano e se aportando na feira de pescados “Seafood Expo North América” para expor seus produtos cultivados em Ariquemes, naquele estado. De início, obteve bons resultados: entre tambaqui e pirarucu, vendeu 20 toneladas para os americanos. Um bom começo num mercado exigente.
O presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros, comunga, em parte, da opinião deste editor. A nosso convite, ele teceu um comentário sobre os resultados desta feira, que foi realizada em Boston entre os dias 13 e 15 passados.
- Pela primeira vez, nós tivemos uma empresa de peixes nativos que foi expor. Porque os produtores de peixes nativos sempre falam das suas potencialidades, mas não vão às feiras de negócios. Mas, desta vez, a Zaltana foi e fez o seu primeiro negócio no mercado americano. Eles já exportam para o Peru – observa Francisco Medeiros.
Ainda de acordo com o dirigente classista, a Zaltana abriu um mercado novo e o que se espera é que os resultados sejam positivos.
- No mais, por ser um mercado novo, tem que estar preparado para o que possa acontecer e a gente espera que nas edições (feiras nacionais e internacionais ) futuras, mais empresas de peixes nativos exponham seus produtos, geralmente não conhecidos no mercado. E se não apresentar o produto fica difícil ficar falando do Brasil que tem potencial, mas não vão fazer investimento e apresentar o produto – opina Medeiros.
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Francisco Medeiros, presidente da PeixeBR (Foto: Divulgação) |
Mas, como era de se esperar, evidente, a estrela da piscicultura brasileira e do mundo na Seafood Expo, foi a tilápia. Pacote tecnológico, comunicação e marketing. Itens que faltam aos nativos, repito.
Conforme Francisco Medeiros, o mercado americano é o principal de exportação do Brasil, especialmente de tilápia. Esta feira não ocorria há dois anos (devido a pandemia do novo coronavirus). A última foi em 2019.
- A feira se apresentou num formato um pouco diferente, mas de forma positiva, ou seja, um público de melhor qualidade e à procura de negócios. Uma observação interessante é em relação aos compradores de tilápia. Historicamente, eles compram da China, e estavam na feira em busca de outros fornecedores e esta é grande oportunidade para o Brasil, pela sua grande oferta – observa Francisco Medeiros.
Contudo, continua o presidente da PeixeBR, existe a necessidade de alguns procedimentos nessa tilápia para que a tilapicultura brasileira possa atender conforme a demanda do mercado externo.
- E isto nós já estamos providenciando, estamos tratando, inclusive junto ao Mapa. As margens (de lucro) ainda são bastante apertadas, isto porque o carro-chefe das exportações ainda é o dólar, com o preço que nós temos, atualmente, no Brasil. E nestes termos as oportunidades são grandes, os contatos foram muito grandes e os negócios também foram maiores que os da feiras anteriores - conta.
Por fim, ainda conforme Francisco Medeiros, a feira foi positiva para todos, os negócios de exportação estão com uma taxa de crescimento bem acima de outros produtos do agronegócio.
- E nós trabalhamos para que isto continue continue acontecendo - concluiu.

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