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Do peixe nada se perde. Escamas são transformadas em embalagens biodegradáveis

Do peixe nada se perde. Escamas são transformadas em embalagens biodegradáveis

Data de Publicação: 11 de março de 2022 09:34:00 O objetivo dos estudantes é oferecer alternativas para reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte de produtos à base de petróleo.

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 O objetivo dos estudantes é oferecer alternativas para reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte de produtos à base de petróleo.

 

*Redação

Estudantes da rede estadual de ensino no município de Manacapuru (distante 98 quilômetros de Manaus) desenvolveram embalagens biodegradáveis feitas a partir da escama de peixes. A iniciativa é um dos  projetos apoiados pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O objetivo dos estudantes é oferecer alternativas para reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte de produtos à base de petróleo.

O projeto foi desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2021, que aprovou 712 propostas. O trabalho contou com coordenação do professor de Biologia, Cosme de Carvalho, e envolveu alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré. De julho a dezembro, os estudantes produziram em laboratório protótipos de biocopos e bio-embalagens, testados conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

- Esse projeto proporciona para a comunidade, principalmente as ribeirinhas e pesqueiras, uma nova fonte de renda com sustentabilidade, contribuindo na diminuição dos impactos ambientais. Para os alunos, possibilitou a aplicação dos conhecimentos teóricos na produção de um projeto científico que poderá fortalecer sua vida acadêmica - destacou Cosme de Carvalho, que desde 2019 desenvolve projetos com escamas e vísceras de peixes da região.

O objetivo dos estudantes é oferecer alternativas para reduzir os impactos ambientais (Foto: Cosme de Carvalho)

 

Processo 

Para chegar ao produto final, os alunos fizeram um levantamento bibliográfico de artigos científicos e manuais técnicos referentes à pesquisa. Após a leitura, foram coletados quatro quilos de escamas nas feiras populares de Manacapuru. Os resíduos animais passaram por um processo para a retirada da hidroxiapatita e das fibras algodonosas, e, em seguida, preparados para as prototipagens.

Os resultados são satisfatórios e abrem caminhos para uma nova perspectiva econômica e social para a Amazônia. Esses avanços sustentáveis são fruto dos investimentos do Governo do Estado no desenvolvimento da Ciência, tecnologia e inovação na região. Segundo Cosme, o apoio da Fapeam nesse processo é fundamental.

 

Os resíduos animais passaram por um processo para a retirada da hidroxiapatita e das fibras algodonosas (Foto: Cosme de Carvalho)

 

- Isso fortaleceu o compromisso da equipe em realizar a pesquisa através de um trabalho de relevância científica na utilização de resíduos do peixe. A Fapeam ajuda muito nas pesquisas no âmbito escolar e vem ajudando muito na nossa escola - destacou o professor.

Sobre o PCE 

Pioneiro no país, o PCE é uma ação criada pela Fapeam, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-AM) e Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus). O programa é direcionado à participação de professores e estudantes da educação básica em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus em projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica.

*Fonte:  Juan Gabriel/Decon Fapeam

 

 

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