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INFORME PUBLICITÁRIO - Produto garante oxigenação emergencial para peixes com segurança garantida

INFORME PUBLICITÁRIO - Produto garante oxigenação emergencial para peixes com segurança garantida

Data de Publicação: 8 de abril de 2021 22:49:00
Um novo produto, Oxikobra, que está sendo lançado pela Empresa Kobra Indústria e Tecnologia de Londrina PR, foi testado recentemente e apresentou resultados excelentes quanto a aumento nas taxas de oxigênio dissolvido na água, com grande segurança para os animais

Por 
Prof. Dr. Ricardo Pereira Ribeiro¹
M.Sc. Bruno da Silva Pires²
M. Sc. Ana Lúcia³
Igor Zanine4
 
Imagens, figuras e graficos dos autores
 
 

Um novo produto, Oxikobra, que está sendo lançado pela Empresa Kobra Indústria e Tecnologia de Londrina PR, foi testado recentemente e apresentou resultados excelentes quanto a aumento nas taxas de oxigênio dissolvido na água, com grande segurança para os animais. Além do oxigênio foram avaliados vários parâmetros de qualidade de água e eventuais danos  diretos ou colaterais que o produto poderia causar, como aumento nos teores de amônia, nitrato/nitrito e eventuais alterações nas estruturas das brânquias, já que todos os produtos que possuem essa função são sais e podem provocar mudanças nesses parâmetros e, esse produto demonstrou segurança em todos esses aspectos, como podemos observar a seguir:

Os testes foram realizados com a o peixe-zebra, também conhecido como zebrafish ou paulistinha, uma espécie muito conhecida pelos aquaristas e que tem sido uma espécie aliada da ciência nas pesquisas. Depois dos roedores, eles são atualmente os modelos animais mais adequados para experimentos na maior parte das áreas, biológicas, biomédicas, estudos comportamentais, genéticos, toxicológicos e médicos.

 

As dosagens do produto aplicadas foram calculadas de forma correspondente a 2, 3, 4 e 5kg/ha, considerando o tanque com 1,20 de profundidade, sendo assim, nos tratamentos, foram utilizadas quatro doses com cinco repetições mais um tratamento testemunha, com tempo de exposição de quatro horas ao produto.

T1: controle (sem adição do produto Oxikobra para oxigênio);

Transformar para unidade kg/ha, g/L

T2:2kg/ha (0,167mg/L)

T3:3kg/ha (0,250 mg/L)

T4: 4 kg/ha (0,334 mg/L)

T5: 5kg/ha (0,417 mg/L)

Foram acompanhadas, após a aplicação do produto Oxikobra as concentrações de Oxigênio dissolvido antes da aplicação e após a aplicação, nos tempos de 10min, 30min, 1h, 3h, 6h, 12h e 24h, em cada dosagem utilizada.

Foram tomadas as medidas de pH, antes da aplicação e nos mesmos tempos do  Oxigênio dissolvido, após a aplicação.

Foi realizado o acompanhamento da concentração de NH3/NH4+ antes da aplicação e nos mesmos tempos dos parâmetros anteriores, e nos peixes foi avaliada a taxa de sobrevivência após 24hs da aplicação.

Procedeu-se também avaliação histológica das brânquias dos animais após a aplicação dos produtos, em todas as dosagens e nos mesmos tempos, entre 10 minutos até 24 horas após a exposição ao Oxikobra, com o objetivo de verificar qualquer alteração na capacidade respiratória dos animais.

Os resultados foram muito promissores e com respeito ao Oxigênio Dissolvido, foi possível observar diferenças entre os tratamentos e ao longo do tempo, com um comportamento linear de aumento nos níveis à medida que se aumentou as dosagens do Oxikobra. Apenas o tratamento 2, não se diferenciou do tratamento 1 (controle). O tratamento 5, maior concentração do Oxikobra, foi o que melhor apresentou valores de oxigênio dissolvido, tanto entre os demais tratamentos quanto ao longo do tempo, assim como é possível observar na Figura 1.

 


Potencial Hidrogeniônico (pH)Figura 1. Médias de oxigênio dissolvido, de todos os tratamentos e ao longo do tempo.

No caso do pH também foi possível observar o efeito dos  tratamentos e ao longo do tempo, o qual, a exemplo do Oxigênio dissolvido também aumentou a medida que se aumentava as dosagens do Oxikobra. Sendo que o tratamento que apresentou o maior valor para o pH, foi o tratamento 5, enquanto o tratamento 2 não se diferenciou do controle (tratamento 1 – sem o Oxikobra). O comportamento de aumento do pH deve-se possivelmente ao Oxikobra ser um sal, liberando ions OH- meio (Figura 2). Entretanto, o valor mínimo de pH, sem o Oxikobra. Tratamento 1 estava em cerca de 8,4 e o maior valor de pH, tratamento 5, estava em 8,9, aproximadamente, ou seja, todos na faixa entre 8,0 – 9,0, a água da fonte já apresentava-se na faixa alcalina.

 

A amônia total (NH3/NH4+) apresentou uma redução significativa do tratamento controle para as doses intermediárias (tratamentos 2 a 4) sendo que na maior dosagem do Oxikobra (tratamento 5) houve um aumento da amônia total ao longo do tempo (Figura 3). Nos tratamentos intermediários, além do efeito na elevação do oxigênio dissolvido, os níveis de amônia ficaram até mesmo abaixo do tratamento controle, mostrando  a eficácia, quanto a segurança do produto ao longo do tempo.

Nos tratamentos 1 e 5, apesar dos valores estarem acima da concentração segura para a espécie, o pH não atingiu o valor acima de 9,0, permitindo afirmar que esses valores ainda permaneceram seguros, pois apenas acima desse valor de pH, a amônia tóxica NH3, poderia causar mortalidade.

 

Figura 3: valores médios de amônia para todos os tratamentos e ao longo do tempo.

Nitrito

Para o nitrito, foi possível observar uma elevação ao longo do tempo nos tratamentos 1 (controle) e 2 (primeira dose). Os tratamentos 3, 4 e 5, não apresentaram concentrações detectáveis de nitrito (Figura 4).

 

Figura 4: valores médios de nitrito para todos os tratamentos e ao longo do tempo.
 

 

No tocante às Avaliações Histológicas das Brânquias, é importante destacar que as brânquias foram avaliadas
após a fixação das mesmas em formol tamponado, essa técnica foi eficiente para a preservação das amostras. De forma geral, o arco branquial apresentou uma estrutura cartilaginosa na sua base de onde saíram os filamentos branquiais. De cada filamento, lamelas secundárias
surgiram em sentido perpendicular ao eixo maior. Tanto nos filamentos quanto das lamelas vasos sanguíneos foram observados.
 

 

 

As lesões observadas em alguns animais foram de baixa gravidade, com alguns aneurismas vasculares com um tamanho destacado, boa observação do tecido de revestimento das lamelas (epitélio) e um pequeno inchaço (edema) de lamelas secundárias. O destacamento do epitélio das lamelas secundárias foi observado isoladamente em alguns animais e associado a edema entre as células (intersticial) nas lamelas, caracterizado pelo acúmulo de material eosinofílico (róseo) em coloração de Hematoxila e Eosina que é um corante específico para observação de cortes em estudos histológicos.
 
Nas imagens abaixo (Figura 5) observa-se os grupos de filamentos e lamelas brânquias normais, sem alterações sendo a inserção das lamelas primárias ou filamentos (lp) nos arcos branquiais (ab) e as lamelas secundárias (ls) perpendicularmente. A lamela primária apresentou cartilagem (ca) no seu interior e vasos sanguíneos evidentes (seta) ramificando-se para as lamelas secundárias. Estas por sua vez apresentaram constituição delgada o que caracteriza uma típica lamela.
 

Figura 5 – Cortes histológicos de brânquias de zebrafish. Animal – tratamento T1, repetição R4 e tempo A3, Normal.

Na figura abaixo (Figura 6),  algumas lesões que as brânquias dos peixes podem apresentar, como extravasamento de conteúdo para o espaço lamelar (*), com descolamento do epitélio lamelar (setas) e colapso do sistema vascular com formação de dilatações vasculares conhecidas como aneurismas (ane) na extremidade das lamelas secundárias.

Na figura abaixo (Figura 6),  algumas lesões que as brânquias dos peixes podem apresentar, como extravasamento de conteúdo para o espaço lamelar (*), com descolamento do epitélio lamelar (setas) e colapso do sistema vascular com formação de dilatações vasculares conhecidas como aneurismas (ane) na extremidade das lamelas secundárias.

Figura 6 – Cortes histológicos de brânquias de zebrafish.   Animal – tratamento T1, repetição R1 e tempo A3

De modo geral, os resultados histológicos não estão associados às dosagens do produto, pois em todos os tratamentos foram observadas pequenas alterações nas brânquias, na mesma intensidade e frequência, podendo ser considerados como eventos normais que ocorrem com os animais, sem maiores consequências, pois a capacidade de regeneração celular pode recuperar as lamelas branquiais, sem maiores consequências, ou seja, nenhuma das lesões observadas são capazes de inviabilizar a sobrevivência dos animais.

 

Foi observada diferença significativa (P<0,05) para todas as variáveis de qualidade de água de todos os tratamentos do presente estudo. Os tratamentos 4 e 5, apresentaram valores de Oxigênio Dissolvido dentro do recomendado para a espécie (Avdesh et al. 2012). Já os demais tratamentos (1, 2 e 3), apresentaram valores abaixo da faixa ideal recomendada para a espécie, porém apresentaram valores acima do mínimo recomendado por Dammski et al. (2011). Para o pH, todos os tratamentos apresentaram valores acima de 7, porém como no tratamento controle, sem a aplicação do produto, os valores também apresentaram-se na faixa alcalina, acima de 8,0, é uma indicação de que o efeito do produto na alcalinização da água não foi significativa e como os resultados não apresentaram valores acima de 9, se mantendo na faixa recomendada para a espécie (Dammski et al., 2011 e Lawrence, 2007). Já para os compostos nitrogenados (amônia e nitrito), os valores recomendados são de 0,02 mg/L para a amônia (Dammski et al., 2011 e Avdsesh et al., 2012) e <0,01 mg/L para o nitrito (Avdsesh et al., 2012). Todavia, foram observados valores acima do recomendado nos tratamentos 1 e 5 para a amônia, e para o nitrito foram observados valores acima dos recomendados para os tratamentos 1 e 2. Os compostos nitrogenados presentes no meio aquático em grandes concentrações, podem tornar-se nocivos aos peixes. A amônia é um composto nitrogenado não ionizado (NH3), que em grandes quantidades pode causar retardo no desenvolvimento dos peixes, danos ao metabolismo e brânquias, e em grandes quantidades levar a mortalidade dos animais (Pereira & Mercante, 2018). O grau de concentração e toxicidade da amônia não ionizada, é correlacionada com o pH, sendo quanto maior o pH da água, maior é a concentração e o nível de toxidez da amônia (Pereira & Mercante, 2018). Já nitrito, é um composto que é gerado pela dissociação do íon amônio (NH4+). O nitrito é um composto que também pode causar sérios danos às brânquias e afetar o metabolismo dos peixes (Silva, 2017), podendo também, levar a mortalidades dos animais. No entanto, no presente estudo, foi possível observar em alguns tratamentos, níveis de amônia e nitrito acima dos recomendados para o zebrafish, porém não foram observadas mortalidade dos peixes, uma possível resposta para este resultado, seria a utilização do produto Oxikobrapara o oxigênio, pois ele é um sal, e os sais podem aumentar os níveis de tolerância dos peixes há estes compostos nitrogenados, diminuindo as taxas de mortalidade, assim como observado por Silva (2017), que observou aumento da tolerância à amônia e ao nitrito, para peixes, com o aumento em 2% da salinidade da água de cultivo das larvas.

Tendo em vista os resultados apresentados e a segurança na aplicação do

produto Oxikobra, do ponto de vista de potenciais efeitos secundários

associados à aplicação do produto, indicamos como dose segura, 4,0 kg/ha de Oxikobra, pois a mesma proporcionou o

aumento desejado na concentração de Oxigênio Dissolvido na água, sem

elevar os níveis de amônia e nitrito na água.

Os Autores

1-Professor Associado do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá  Doutor em Ciência: 2- Pós graduando, em nível de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá: 3- Química graduada pelo Curso de Química da Universidade Estadual de Londrina – UEL: 4- Kobra - Indústria e Tecnologia Ltda (igorzanini@kobratec.com.br)

Referências Consultadas

Anuário da Associação Brasileira da Piscicultura, PeixeBr. 2020, Acesso dia 26/11/2020.

AVDESH, A. et al. Regular care and maintenance of a zebrafish (Danio rerio) laborator : Na introduction. Journal of Visualized Experiments, v. 69, p. 1-8, 2012.

CUNHA, V. L. et al. Consumo de oxigênio pós-prandial de juvenis de pampoTrichinotusmarginatus. Ciência Rural, v.34, n.4, p.1257-1259, 2009.

DAMMSKI, A.P.; MÜLLER, B.R.; GAYA, C.; REGONATO, D. 2011. Zebrafish: Manual de criação em biotério. 1° Edição, Universidade Federal do Paraná.

FELIZARDO, V. O. et al. Níveis de oxigênio em modelo reduzido para mandi amarelo (Pimelodusmaculatus) na usina hidrelétrica do Funil. Boletim do Instituto de Pesca, v.36, n.3, p.197-204, 2010.

LAWRENCE, C. The husbandryofzebrafish (Daniorerio): A review. Aquaculture, v. 269, p. 1-20, 2007.

PEREIRA, L. P. F. & MERCANTE, C. T. J. A amônia nos sistemas de criação de peixes e seus efeitos sobre a qualidade da água. Uma revisão. Boletim do Instituto de Pesca, n. 31, v. 1, p. 81-88, 2005.

SILVA, M. J. S. Uso de biomarcadores na avaliação da resposta de larvas e juvenis de pacamã Lophiosilurusalexandri expostos à amônia       e ao nitrito em diferentes salinidades e temperaturas. Tese (Doutorado em Zootecnia), Universidade Federal de Minas Gerais, 83p., 2017

 

 

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