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SOB AMEAÇA ][ Setor aquícola alerta para risco de votação que afeta a tilápia

SOB AMEAÇA ][ Setor aquícola alerta para risco de votação que afeta a tilápia

Data de Publicação: 20 de maio de 2026 15:33:00 Proposta da Conabio pode classificar espécie como exótica invasora e gerar prejuízo estimado em mais de US$ 38 milhões nas exportações nacionais.

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Resumo

A possibilidade de a Conabio classificar a tilápia como espécie exótica invasora acendeu um alerta na aquicultura brasileira. Análise técnica da Peixe BR projeta que a medida pode derrubar em até 90% as exportações para os EUA em seis meses, além de provocar um efeito cascata em todo o setor pesqueiro.

 

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Da redação

A possibilidade de inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras voltou a acender um sinal de alerta máximo no setor aquícola nacional. No próximo dia 27 de maio, a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) deve votar a proposta que pode enquadrar a espécie nessa classificação ambiental. Segundo uma análise técnica minuciosa elaborada pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a aprovação da medida pode gerar impactos severos sobre as exportações brasileiras e provocar reflexos negativos profundos em toda a cadeia produtiva da aquicultura e da segurança jurídica dos produtores.

A tilápia é a especie de peixe de água
doce mais cultivada no Brasil (Foto: Divulgaçao)
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De acordo com o levantamento da associação, a decisão corre o risco de ser interpretada internacionalmente como um reconhecimento oficial de perigo ecológico pelo próprio governo brasileiro. Esse posicionamento abriria precedentes perigosos para a imposição de barreiras sanitárias, ambientais e comerciais por parte de mercados compradores considerados estratégicos. A maior preocupação dos exportadores está relacionada ao mercado dos Estados Unidos, principal destino do produto nacional. Atualmente, o mercado norte-americano absorve aproximadamente 85% das exportações brasileiras de tilápia, movimentando um montante financeiro de cerca de US$ 35 milhões anuais.

O estudo da entidade aponta para um precedente internacional considerado crítico e que serve de espelho para o cenário brasileiro.

- Em 2010, os Estados Unidos classificaram a carpa asiática como espécie invasora. Como consequência direta, as exportações chinesas da espécie registraram queda drástica de aproximadamente 97% em apenas um ano, sem que houvesse qualquer recuperação posterior daquele mercado consumidor - compartilhou o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Com base nesse histórico, a análise projeta que uma eventual classificação da tilápia como espécie invasora no Brasil resultaria em um colapso de até 90% nos embarques internacionais da espécie em um período de apenas seis meses, gerando um prejuízo financeiro direto superior a US$ 38 milhões.

Além dos danos imediatos na cadeia da tilápia, o documento técnico alerta para o temido efeito cascata sobre outros segmentos da aquicultura brasileira, com perdas anuais estimadas em cerca de US$ 64 milhões para todo o setor pesqueiro exportador. Espécies nativas consolidadas, como o tambaqui e o pintado, também sofreriam as consequências comerciais indiretas em razão do endurecimento de exigências sanitárias, aumento no volume de auditorias internacionais e desgaste na imagem do pescado brasileiro no exterior. Por fim, a Peixe BR destaca que a medida coloca em risco a manutenção de importantes certificações internacionais de sustentabilidade — entre elas BAP, ASC e Global G.A.P. —, cujos critérios barram o manejo de espécies carimbadas oficialmente como invasoras.

 

#Publicação simultânea com o site Cerrado Rural Agro.

 

Peixe BR | Aquicultura | Exportação de Tilápia | Conabio | Mercado Internacional | MATOPIBA

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