ALERTA SANITÁRIO ][ Vírus da Tilápia: O alerta de Carlos Magno e o risco à piscicultura
Especialista advertem sobre a ameaça do vírus TiLV; São Paulo sai na frente e endurece fiscalização para proteger o quarto maior produtor mundial do peixe.
Resumo
O pesquisador Carlos Magno alerta que a chegada do vírus TiLV pode quebrar a tilapicultura brasileira. Com mortalidade de até 90%, o patógeno motiva São Paulo a restringir importações e reforçar o controle sanitário para proteger um setor que fatura quase R$ 500 milhões no estado.
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Tilapicultura paulista em tanques-rede
(Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agro)
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Por Antônio Oliveira*
Carlos Magno, pesquisador aposentado e primeiro chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura em Palmas (TO), trouxe um aviso contundente durante a posse do novo gestor da unidade, Roberto Flores: o Vírus da Tilápia do Lago (TiLV) é uma ameaça iminente ao Brasil. Segundo Magno, a falta de prevenção pode devastar a tilapicultura nacional. (Clique aqui para ler a entrevista dele concedida a este portal).
Antecipando-se a um possível desastre, o Estado de São Paulo publicou uma resolução que endurece o controle sobre a produção, comercialização e importação do peixe. A medida visa blindar o setor paulista contra o patógeno emergente que já circula nos principais produtores globais. A urgência se justifica pelos números: apenas em 2025, a produção paulista superou 54 mil toneladas, com faturamento de R$ 494 milhões. O secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, reforça que o crescimento exige vigilância sanitária rigorosa.
A pesquisadora Patrícia Maciel-Honda, da Embrapa Pesca e Aquicultura, destaca que o vírus afeta principalmente alevinos e juvenis, com taxas de mortalidade que superam 80%. Embora o Brasil seja líder nas Américas e o quarto maior produtor global, o risco é real devido ao comércio de animais vivos e produtos processados. A nova normativa paulista exige rastreabilidade total, inspeções em cargas e prevê a apreensão de produtos suspeitos.
Ieda Blanco, veterinária responsável pelo Programa de Sanidade de Animais Aquáticos, da Agência Paulista dos Agronegócios (APTA), vinculada a Secretaria de Agricultura e Pecuária de São Paulo, enfatiza que a prevenção é a única saída contra a rápida transmissão do TiLV.
Patricia Maciel-Honda alerta, porém, que ações isoladas dos estados têm limites, defendendo uma estratégia federal, já que "patógenos não conhecem fronteiras". Caso o vírus entre no país, o cenário seria de emergência, com interdição de fazendas e prejuízos incalculáveis. Por enquanto, o setor aposta no princípio da precaução e no reforço da biosseguridade para manter o status sanitário da piscicultura brasileira.
*Com informações do portal Jornal Cruzeiro (SP).
#Publicação simultânea com o site Cerrado Rural Agro.
Tilapicultura — Vírus TiLV — Embrapa — Defesa Sanitária — Piscicultura — Biosseguridade
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