ESPECIAL REVOLUÇÃO AZUL (III) ][ MATOPIBA acelera e cresce 24% acima da média nacional na piscicultura
Data de Publicação: 26 de fevereiro de 2026 15:30:00 Com avanço de 5,48% em 2025, a região impulsiona o recorde brasileiro; Maranhão consolida 5ª posição no país e Tocantins registra salto de 12,7%.
Resumo
O Anuário Peixe BR 2026 revela que a piscicultura brasileira cresceu 4,5%, atingindo a marca histórica de 1 milhão de toneladas. O destaque regional foi o MATOPIBA, onde o Maranhão alcançou o 5º lugar nacional e o Tocantins registrou a 4ª maior evolução do país, apesar de gargalos regulatórios no Piauí.
Por Antônio Oliveira
A piscicultura brasileira vive um momento histórico. Em 2025, o setor registrou um crescimento de 4,5%,
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Lançamento do Anuário PeixeBR 2026,
em Brasília (Foto: Ascom/PeixeBR)
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ultrapassando a marca de um milhão de toneladas produzidas. Este desempenho projeta o Brasil como o maior produtor de peixes de cultivo das Américas e o coloca em um seleto grupo global. Os dados detalhados foram revelados nesta quarta-feira, em Brasília, durante o lançamento da 10ª edição do Anuário Peixe BR 2026.
A força do MATOPIBA
Um dos grandes destaques do relatório é a região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Em 2025, o bloco registrou um crescimento de 5,48% na produção, o que representa uma performance 24,55% superior à média de crescimento nacional (4,4%).
Maranhão: O estado continua a surpreender. Com um crescimento de 9,36%, saltou de 54.500 toneladas em 2024 para 59.600 em 2025, consolidando-se no 1º lugar regional e na 5ª posição do ranking nacional. O ponto forte são os peixes nativos, que representam 72% da atividade (42.700 toneladas). O setor vê oportunidades na exportação de curimatã e na tilápia, mas alerta para gargalos na logística e nos preços de insumos.
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Lideranças da pisicultura e autoriedades
no evento de lançamento do Anuário
Peixe BR 2026 (Foto: Ascom/Peixe BR)
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Tocantins: Vice-líder regional, registrou a expressiva alta de 12,71%, passando de 18.100 para 20.400 toneladas. Foi a 4ª melhor marca de evolução quantitativa do Brasil. A produção é dominada por nativos (19.200 t), enquanto a tilápia (1.200 t) ainda busca espaço. O avanço foi impulsionado por incentivos fiscais, como a isenção de ICMS e a redução de 60% na alíquota de alevinos pelo Confaz, além da retomada de frigoríficos com selo SISBI.
Bahia: Ocupa a 3ª posição no bloco e a 9ª no Brasil. Produziu 37.050 toneladas (alta de 1,65%), sendo que 90% desse volume é composto por tilápia (33.100 t). O polo de Paulo Afonso e a inserção de pequenos produtores em mercados institucionais sustentam o crescimento.
Piauí: Na contramão, o estado teve queda de 1,79%, produzindo 21.900 toneladas. O recuo de 9,16% na tilápia foi o principal fator. O setor enfrenta um "gargalo invisível": uma legislação que exige EIA/RIMA para licenciamento ambiental, procedimento que inviabiliza a atividade para 90% dos produtores, majoritariamente pequenos.
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Francisco Medeiros, presidente-executivo
da PeixeBR (Foto: Ascom/Peixe BR)
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Visão de liderança
Para Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, os resultados celebram uma década de organização do setor.
- Ultrapassamos a barreira de 1 milhão de toneladas. Não é uma previsão otimista, é uma constatação: pretendemos fechar a próxima década na liderança mundial - afirmou.
Já o ministro André de Paula reforçou que o Anuário traduz o dinamismo de uma proteína saudável e sustentável, destacando que 2026 será ainda mais forte com a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O futuro exige planejamento e segurança jurídica para que o potencial hídrico brasileiro se transforme em emprego e renda.
#Publicação simultânea com o site Cerrado Rural Agronegócios.
Anuário Peixe BR 2026 — Piscicultura Brasileira — MATOPIBA — Produção de Tilápia — Peixes Nativos — Maranhão — Tocantins — Sustentabilidade
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