TILÁPIA ][ Quatro doenças de notificação obrigatória devem entrar em vigor em 2026
Data de Publicação: 10 de dezembro de 2025 15:34:00 Novas regras sanitárias do Mapa incluirão 35 enfermidades em animais aquáticos, visando combater perdas econômicas na produção de peixes e frutos do mar.
Da redação
A tilápia, espécie de peixe de água doce mais produzida e consumida no Brasil, está sujeita a ser atingida por quatro doenças que passarão a exigir notificação obrigatória no país a partir do próximo ano. As enfermidades são: Iridovirose (Megalocytivirus pagrus 1), infecção por tilapinevirus (vírus da tilápia do Lago), necroses nervosas virais e infecções por Parvovírus da Tilápia (TiPV).
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A tilápia é o peixe mais produzido e
consumido no Brasil
(Foto: Manoel Pedroza/Embrapa)
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Essas quatro doenças estão entre as 35 novas que deverão constar na lista oficial de notificação obrigatória em animais aquáticos, substituindo uma relação vigente desde 2015. As demais 31 dizem respeito a peixes de outras espécies, moluscos, crustáceos e anfíbios. A mudança será oficializada por uma portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que atualmente passa por consulta pública.
O médico-veterinário Santiago Benites de Pádua avalia a atualização como importante, visto que doenças antigas se tornaram endêmicas e novas podem se instalar, causando perdas de produção. Mato Grosso do Sul, o quinto maior produtor de tilápia do Brasil (2024), já registrou casos de iridovirose na Bacia do Paraná, uma doença que provoca anemia e alta mortalidade em tilápias jovens.
O professor da UFMS, Carlos Eurico Santos Fernandes, acrescenta que o vírus da necrose infecciosa do baço e do rim (ISKNV) também está em discussão para inclusão após surtos em Goiás, São Paulo e Minas Gerais em 2020. Fernandes defende a evolução na identificação e assistência, alertando para a carência de laboratórios especializados e a necessidade de organização dos serviços estaduais de fiscalização.
Os especialistas reforçam que as doenças citadas não são transmissíveis para seres humanos, mas representam um alto risco econômico, pois podem contaminar cardumes inteiros. O setor produtivo brasileiro se mantém atento, especialmente ao tilapinevirus, que, apesar de o país ser considerado livre, causa prejuízos letais em países como Colômbia e na Ásia.
*Fonte: Site Campo Grande News.
#Matéria publicada simultaneamente com o site Cerrado Rural Agro.
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