AGENDA CLIMÁTICA ][ Pesquisa destaca papel de comunidades locais na agenda de justiça da COP30
Artigo na Unicamp, com participação do Instituto de Pesca (IP), defende que a COP30 deve ser guiada pelas realidades territoriais e pelo conhecimento tradicional de pescadores e comunidades.
Da redação
A pesquisadora Ingrid Machado, do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, colaborou na redação do artigo "Mensagens Locais para uma Agenda Global: um destaque para os Territórios e Justiça na COP30", publicado na revista Ambiente e Sociedade da Unicamp.
O trabalho é resultado de reflexões de um seminário promovido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que reuniu agentes públicos, juristas, acadêmicos e líderes comunitários de regiões como Arquipélago do Marajó (PA), Ilhabela (SP) e Canavieiras (BA).
O estudo enfatiza que as comunidades locais e pescadores artesanais estão entre os grupos mais
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"A contribuição dos povos tradicionais nos processos de
governança é um "serviço inestimável" para a construção
da sustentabilidade" (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
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vulneráveis à crise climática (elevação do nível do mar, insegurança alimentar, perda de subsistência) e são historicamente excluídos das decisões. O artigo demanda o reconhecimento da legitimidade dos conhecimentos tradicionais e a participação plena dessas comunidades nas ações climáticas.
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), realizada em Belém-PA, reforçou que as negociações globais devem considerar as realidades territoriais para gerar soluções justas e efetivas — princípio defendido pelos autores.
Ingrid Machado defendeu que a pesquisa científica sobre os impactos climáticos deve ser transdisciplinar e coconstruída, respeitando o conhecimento e o protagonismo local. Segundo ela, a contribuição dos povos tradicionais nos processos de governança é um "serviço inestimável" para a construção da sustentabilidade.
Cinco mensagens centrais do artigo:
- Realidades Territoriais: Decisões climáticas globais devem ser guiadas pelas experiências e demandas das populações locais.
- Tomada de Decisão Inclusiva: Marcos de governança devem garantir a participação democrática de comunidades e seus grupos de interesse (mulheres, jovens, etc.).
- Pesquisa Transdisciplinar: A ciência climática deve ser orientada para a coprodução de conhecimento, baseada nos territórios, com financiamento adequado.
- Abordagens Interseccionais: O nexo clima-biodiversidade-oceano exige abordagens que considerem vulnerabilidades sociais, ecológicas e econômicas.
- Governança Colaborativa: É fundamental incentivar a criação de instâncias participativas para mudanças transformadoras.
Clique aqui e confira o artigo completo.
#Matéria publicada simultaneamente com o site Cerrado Rural Agronegócios.
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