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Exportações de peixes de cultivo crescem 158% em junho e 83% no segundo semestre. Paraná é líder

Exportações de peixes de cultivo crescem 158% em junho e 83% no segundo semestre. Paraná é líder

Data de Publicação: 21 de julho de 2021 14:58:00
No total, foram US$ 7,2 milhões em receita, com aumento de 35% sobre janeiro a junho de 2020.

 

*Da Redação

No mês de junho, os peixes de cultivos brasileiros registraram um crescimento de 158% em relação a junho do ano passado. A tilápia manteve a liderança nas vendas externas. Levando-se em conta o 2º trimestre deste ano, o avanço nessas vendas foi de 83% em relação a igual período de 2020 e de 22% frente ao trimestre anterior. O faturamento dessas operações atingiram US$ 3,9 milhões.

O Paraná superou Mato Grosso do Sul e assumiu a liderança nas exportações de tilápia. Santa Catarina vem em terceiro lugar e a Bahia em quarto. Entre os clientes da tilápia brasileira, os Estados Unidos lideram, seguido por China e Chile.

Os dados são do Ministério da Economia, elaborados pela Embrapa Pesca e Aquicultura. 

O resultado acumulado do 1º semestre também é expressivo. No total, foram US$ 7,2 milhões em receita, com aumento de 35% sobre janeiro a junho de 2020. Destaque para produtos de tilápia, especialmente filé fresco e congelado, que representaram 84% das vendas internacionais. Estados Unidos (45%), China (13%), Chile (13%) e Colômbia (12%) foram os maiores compradores dos peixes brasileiros.

Em termos de produtos de tilápia, o ?lé fresco apresentou maior volume (US$ 927 mil), porém com queda em comparação ao semestre anterior (-15%). As exportações de ?lé de tilápia congelado aumentaram 305% no semestre, atingindo US$ 395 mil. Destacam-se também o forte crescimento das exportações de tilápia inteira fresca (402%) e congelada (232%).

 

 

O resultado acumulado do 1º semestre também é expressivo (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Comunicação)

 

Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, este resultado é muito positivo.

- Se levarmos em consideração a pandemia e as restrições indevidas de entrada de nossos peixes de cultivo na União Europeia, o desempenho das exportações é satisfatório, pois mostra as empresas brasileiras atentas não apenas ao abastecimento do mercado doméstico mas também ao comércio global, buscando certificações internacionais, além da utilização de drawback e nossa parceria internacional com a Apex-Brasil - diz Medeiros.

Medeiros destacou as intensas negociações da Peixe BR com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para buscar a liberação das vendas para os países da UE, interrompidas devido a uma restrição à pesca extrativa, que impacta a piscicultura.

*Fonte: Ascom/Peixe BR

 

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