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OPINIÃO - Enquanto o Brasil se arrasta em pesquisa, os Estados Unidos dominam o Pirarucu, nativo da América do Sul

OPINIÃO - Enquanto o Brasil se arrasta em pesquisa, os Estados Unidos dominam o Pirarucu, nativo da América do Sul

Data de Publicação: 3 de março de 2021 16:01:00
Os Estados Unidos, por exemplo, já o têm, em modernos viveiros, com pacotes tecnológicos, do alevino ao processamento, técnicas mais avançadas que no Brasil, onde ele é mais abundante

O pirarucu oferece os mais requintados pratos para a culinária americana (Foto: American Cobalt)

Por Antônio Oliveira

Tecnologias  como o álcool da cana-de-açúcar; frutas como o açaí e o cupuaçu, respectivamente desenvolvida e nativas do Brasil estão deixando muita gente rica e gerando muitos empregos e renda em outros países, a exemplo dos Estados Unidos e Japão que chegaram a registrar o açaí como propriedade sua. Isto porque falta ao maior país da América do Sul, o Brasil,  ampla visão de seus governantes e da iniciativa privada. Visão e capital para investimentos em empreendedorismo e pesquisas.

Da mesma forma está ocorrendo com um peixe no qual  sempre acreditei no seu potencial, capaz de contracenar na mesma plataforma comercial da tilápia, como carne nobre, de alto valor agregado, quiçá democratizado em preço e quantidade produzida: o pirarucu (arapaima.ssp), peixe nativo em toda a Amazônia (principalmente no Brasil e no Peru).

Os Estados Unidos, por exemplo, já o têm, em modernos viveiros, com pacotes tecnológicos, do alevino ao processamento, técnicas mais avançadas que no Brasil, onde ele é mais abundante.

 

Ao menos duas empresas norte-americanas são conhecidas no cultivo, processamento e fornecimento da carne do “gigante da Amazônia”, registrado por lá – ou no Peru -, como C-Bass ™. Neste artigo vou me ater

 

em apenas uma, que é um grande exemplo de tecnologia e exploração comercial do pirarucu: a American Cobalt, localizada no condado de Sussex, em Nova Jersey.

A partir de uma velha instalação para o cultivo de tilápia, por volta do ano de 1987, desde 2014, em instalações adequadas, a empresa cria o C-Bass™, fornecido ao mercado sempre fresco e nunca congelado. Os peixes são criados em ambientes fechados de vanguarda e ecologicamente correto. A água utilizada é retirada de um aquifero alcalino puro e profundo, segundo a empresa, que a monitora 24 horas por dia, 7 dias por semana, visando garantir um bom produto, consistente e de alta qualidade.

O presidente da empresa, Bob Occhifinto, pioneiro na indústria da aquicultura, vem desenvolvendo novos métodos e tecnologias na aquicultura há mais de 30 anos. Foi um dos primeiros americanos a criar tilápia pelo sistema de recirculação total de água quente.

Graças e estas experiências e tecnologias implantadas no seu complexo de produção, a empresa fornece ao mercado americano o “C-Bass™ peruano”, sem nunca ser expostos a fatores ambientais adversos, processados e colocado nas mais exigentes cozinhas e meses poucas horas após a colheita.

Pois é, “seu” José! Enquanto isto, institutos púbicos brasileiros de pesquisas, como das universidades publicas e a estatal federal Embrapa, se arrastam em projetos e ensaios de pesquisas por falta de recursos financeiros e visão dos governantes para a importância das pesquisas de produtos vegetais e animais para a segurança alimentar do país e a geração de empregos e renda.

Agora é o pirarucu. Depois vão o tambaqui, a família dos pintados, o tucunaré... pois é!

Os peixes são criados em modernas estruturas sob estufa (Foto: American Cobalt)

 

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