domingo, dezembro 09, 2018

TiLV – PEIXE BR diz que risco no Brasil é pequeno, mas divisão de funções preocupa – Piscishow&Avisuleite TiLV – PEIXE BR diz que risco no Brasil é pequeno, mas divisão de funções preocupa – Piscishow&Avisuleite

Destaques

TiLV – PEIXE BR diz que risco no Brasil é pequeno, mas divisão de funções preocupa

Publicado em 21/04/2018

TiLV – PEIXE BR diz que risco no Brasil é pequeno, mas divisão de funções preocupa

Vírus chega a atingir 90% da população natural e de cativeiro (Foto: Divulgação)

*Por Antônio Oliveira

A pedido do Sistema Cerrado de Comunicação e Eventos, o presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PEIXE-BR), Francisco Medeiros, falou sobre a mortalidade de tilápias registrada no Peru, em consequência do vírus TiLV (Vírus da Tilápia Lacustre). No vizinho país, duas das quatro principais regiões produtoras da espécie foram afetadas por este poderoso e temido vírus. Outros países produtores estão em estado de alerta. A doença pode provocar mortalidades de até 90% da população em ambiente natural ou de cultivo.

Conforme Francisco Medeiros, durante o ano passado, a PEIXE BR comunicou, oficialmente, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a preocupação da entidade em relação ao TiLV.

– A partir desse comunicado, o Mapa estabeleceu alguns procedimentos externos, exatamente para se preparar e evitar algum aparecimento de enfermidades aqui no Brasil. No final do ano de 2017, e também em janeiro de 2018, promovemos reunião com associados da PEIXE BR que são da parte de fármacos e sanidade aquícola, juntamente com uma coordenação de sanidade aquícola do Mapa – disse o Presidente da PEIXE BR.

Ainda conforme o Executivo, nessas oportunidades, foram estabelecidos alguns procedimentos iniciais que seriam executados, não só pelo setor produtivo, mas também pelo Ministério da Agricultura.

– Neste momento, o Laboratório de Referência em Agricultura, do Ministério da Agricultura, em Belo Horizonte,  já está fazendo rotina de análises periódicas, por meio de coletas de Tilápia de diversas partes do Brasil e analisando-as. Também já está incluso um protocolo de proteção e de ação, caso surja algum surto aqui no Brasil – enfatizou.

Francisco Medeiros diz acreditar que os procedimentos padrões adotados pelo  Mapa, em relação a esta enfermidade,  estão sendo observados pelos tilapicultores.

– Tivemos dificuldade em executar isso mas, anteriormente, e principalmente, por que o ano passado, de março de 2017 até novembro de 2017,  por força de uma medida provisória, a sanidade aquícola passou a ser de responsabilidade da Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (SEAP). Após a nova lei que regulamentou esta Secretaria na Presidência da República se estabeleceu que a análise de risco de importação é da Seap, enquanto que o Mapa fica com uma responsabilidade da sanidade aquícola aqui dentro do País – disse.

Porém, alerta Francisco Medeiros, essa responsabilidade dupla também nos preocupa muito, lembrando que a decisão de deixar parte da sanidade na SEAP foi uma decisão política, para que isso aconteça à revelia do setor da piscicultura que desejava que todas as ações de sanidade ficassem no Mapa.

– Isso em função da infraestrutura deste Ministério, que é capaz de agir no caso de algum surto. Hoje, nós sabemos que a SEAP, mesmo após ao novo Decreto, não tem condições, não tem técnicos especializados nos estados para fazerem frente a uma situação dessas. Então, esses procedimentos legais que podem ser feitos neste momento, estão sendo feitos a partir da cobrança da PEIXE BR e especificamente junto ao MAPA – concluiu.

Segundo a revista especializada em aquicultura, Aquiculture Brasil, na Améria do Sul, Colômbia e Equador á haviam registrado a ocorrência do TiLV em 2013 e 2016, respectivamente.

Um alerta especial foi publicado pela FAO em 2017 apontando o vírus como uma grande ameaça ao cultivo de tilápia, a segunda espécie aquática mais importante no mundo em termos de volume produzido.

Desta forma, ainda conforme a publicação supracitada, a Agência Nacional de Sanidade Aquícola e Pesqueira (Sanipes) do Peru, efetuou um plano de emergência para a TiLV, fazendo análises nas suas principais regiões produtoras: Tumbes, Piura, Lima e San Martín. Em agosto do mesmo, após as análises, se descartou a presença do vírus no país.

Mas a medida foi em vão, reporta a Aquiculture Brasil.

– Em dezembro de 2017 foi registrado a mortalidade de um grande número de tilápias na região de Piura e após diagnóstico histopatológico e molecular, ficou confirmado que a causa era pelo TiLV, segundo declaração do Sanipes – escreveu.

Em fevereiro deste ano, o órgão recebeu novo comunicado de mortalidades incomuns de peixes na região de San Martin, mais de uma tonelada. Inicialmente a hipótese era de que algum produto químico pudesse ter causado tal situação. Contudo, após verificarem que a mortalidade era somente de tilápias, análises foram feitas e ficou confirmado que a causa se deu pelo Vírus da Tilápia Lacustre.

Cuidados com o manejo

A Revista diz ainda em sua matéria que as medidas agora são por maior biossegurança, higiene, boas práticas e desinfecção, na tentativa de minimizar a ocorrência do vírus. Como a ocorrência do vírus é de notificação obrigatória, um comunicado oficial está sendo feito junto a OIE (Organização Mundial de Sanidade Animal).

A Sanipes recomendou a restrição do transporte de tilápias vivas dentro e também para fora do país. Tal recomendação permanecerá em vigor até que a autoridade sanitária confirme a ausência do vírus TiLV nas unidades produtoras de alevinos de tilápia em todo o país.

*Colaborou, Anahyny Aquino, mais informações da Aquaculture Brasil

 

Relacionados

Veja Tambem