domingo, abril 22, 2018

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ANTIMICROBIANOS – João Palermo Neto, da USP, discorrerá sobre este assunto no AVISULEITE/PISCISHOW 2018

Publicado em 31/03/2018

ANTIMICROBIANOS – João Palermo Neto, da USP, discorrerá sobre este assunto no AVISULEITE/PISCISHOW 2018

*Por Antônio Oliveira

Os eventos conjuntos PISCISHOW e AVISULEITE têm um foco amplo em quatro cadeias produtivas de proteína animal. Conforme as siglas, o primeiro foca a pesca e a aquicultura; o segundo as cadeias das aves, dos suínos e do leite. São quatro cadeias produtivas com imenso papel na segurança alimentar do mundo e que crescem muito em novas fronteiras agrícolas como o MATOPIBA.

Nesta edição de 2018, o AVISULEITE traz várias atividades como palestras e mini cursos com foco na cadeia do leite – inclusive seu processo de agroindustrialização -, suínos e aves.

“Todos estes fatos têm direcionado os avicultores a manter programas sanitários adequados e a usar os antimicrobianos de forma prudente” (Foto: Divulgação)

Uma dessas palestras – e as demais vamos divulgar de forma gradativa – é do campo da Medicina Veterinária, voltada para a avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite (que pode ser aplicado também na aquicultura), e será feita pelo Médico Veterinário João Palermo Neto, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).

Sob o tema “Resistência bacteriana aos antimicrobianos”, ele discorrerá sobre a resistência bacteriana e o potencial aparecimento de novas formas de resistência que nunca poderão ser evitados.

Conforme ele, em entrevista ao site Avisite, a transferência de bactérias ou genes de resistência é um fenômeno de extrema complexidade que ocorre dentro de um grande e variado sistema macrobiológico e social.

Ele diz ainda que é de fundamental importância que se reconheça a complexidade desta situação quando da análise crítica das medidas de gerenciamento que se pretende aplicar.

– Torna-se, assim, de difícil sustentação propostas que pretendam resolver a questão da resistência bacteriana pela simples remoção do uso de alguns antimicrobianos em animais de produção. A resistência bacteriana varia com o tipo e o uso prévio do antimicrobiano, com a cepa bacteriana analisada e, dentre tantas variáveis intervenientes, com o hospedeiro da infecção – pontua.

Questionado se “em um mercado no qual são cada vez mais estreitas as margens de lucro, como lidar com as questões como a utilização de antibióticos x geração de resistência bacteriana”.

– A polêmica continua e, na minha percepção, aumentará. O desenvolvimento de resistência bacteriana é uma realidade cada vez mais palpável em medicina humana e veterinária. A FAO, a OMS e a OIE tratam deste assunto diuturnamente; vários eventos têm sido realizados todos os anos e no mundo todo sobre esta questão. Este fato motivou a remoção dos aditivos antimicrobianos na Europa, o que impactou a produção avícola mundial; foi ele também que recentemente motivou a colocação desta remoção como “voluntária” nos Estados Unidos. Há enorme pressão dos consumidores e via de consequência dos políticos, para que se faça esta remoção no nosso e em outros países como, por exemplo, Argentina, Chile, México e outros – disse.

Ainda conforme ele, “seguramente”, o problema da resistência bacteriana não é causado somente pelo uso dos aditivos em veterinária.

“O problema da resistência bacteriana não é causado somente pelo uso dos aditivos em veterinária” (Foto: Divulgação)

– Mas passa por este uso uma vez que sempre que se usam antibióticos, há possibilidade de que se selecionem cepas de bactérias resistentes. Mesmo fato se aplica ao uso dos antibióticos em medicina humana, especialmente nas UTIs; aliás, uma das razões que levaram à obrigatoriedade do receituário médico para compra de antibióticos em nosso país.  Por esta razão, a FAO/OMS/OIE recomendou, recentemente, que se evitasse o uso preventivo ou como aditivo em veterinária dos antimicrobianos chamados criticamente importantes: Macrolídeos, Cefalosporinas de 3ª e 4ª Gerações, Quinolonas e Fluoroquinolonas – explicou.

Conforme Palermo Neto, o Ministério da Agricultura, atento a esta proposta, já removeu da lista de aditivos de uso permitido aqueles que se enquadravam nestes grupos.

– Todos estes fatos têm direcionado os avicultores a manter programas sanitários adequados e a usar os antimicrobianos de forma prudente e sempre de acordo com as exigências e normativas do mercado que se pretende atingir – disse.

O exposto acima é apenas uma pequena parte do que será abordado pelo Dr. João Palermo Neto e, com certeza, será de grande importância para avicultores, suinocultores e bovinocultores de leite.

Sejam bem vindos, Dr. João Palermo Neto e congressistas deste MATOPIBA e Brasil a fora.

Perfil

É Médico Veterinário pela Faculdade de Medicina Veterinária da USP;  Mestre e Doutor em Farmacologia pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e Pós-Doutor pela Carnegie Mellon University, Pitsburgh/Pennsilvania USA. É, atualmente, Professor Titular Sênior do Departamento de Patologia da FMVZ/USP e membro do comitê de experts do Joint Expert Committee on Food Aditives (JECFA) do Codex Alimentarius da FAO/OMS; participa de diversos grupos de trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em questões ligadas a resíduos de medicamentos veterinários em alimentos e resistência bacteriana.  Conta com 48 Dissertações de Mestrado e 46 teses de Doutorado orientadas, bem como com dezenas de trabalhos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais de excelente nível de impacto.

Serviço

PISCISCHOW/AVISULEITE 2018 acontecem em Palmas, Tocantins, entre os dias 13 e 15 de junho deste ano.

As inscrições para o evento, inclusive para os cursos já estão abertos por meio do site: https://piscishoweavisuleite.com.br/

*Com informações do palestrante e do site Avisite

 

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