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Piscicultura

PESCADO – Mapa confirma suspensão de exportação para a UE

Publicado em 26/12/2017

PESCADO – Mapa confirma  suspensão de exportação para a UE

*Da Ascom/Mapa

– A suspensão temporária da exportação de pescado, determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entra em vigor na próxima quarta-feira, 3 de janeiro de 2018, e será acompanhada de Plano de Ação para responder aos questionamentos da União Européia (UE) apresentados por ocasião da missão de auditoria ocorrida em setembro de 2017 – confirmou, nesta terça-feira, 26, a Pasta.

A suspensão foi anunciada nesta terça-feira,  26,  por Luís Rangel, Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa (Foto: Divulgação)

A suspensão foi anunciada nesta terça-feira, 26, por Luís Rangel, Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa (Foto: Divulgação)

Conforme lembrou o Mapa,  a suspensão foi anunciada nesta terça-feira,  26,  por Luís Rangel, Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa. A decisão poderá evitar a possível suspensão unilateral pela União Europeia. Ao mesmo tempo, o Mapa está buscando formas de implementar a colaboração com outros órgãos públicos para inspeção sanitária nas embarcações, item bastante criticado pelos europeus.

– A medida mais adequada neste momento – disse o secretário -, é suspender a emissão da certificação até que tenhamos as soluções para apresentar a eles. Isto nos deixa numa posição mais favorável para retomar as exportações assim que forem resolvidos os problemas, evitando uma suspensão unilateral pela UE.

O Mapa solicitará aos europeus que separem as exigências sanitárias dos peixes de captura das espécies de cultivo (aquicultura).

– As autoridades sanitárias do bloco europeu consideram que os pescados fazem parte de um único contexto, posição que discordamos. São matrizes diferentes (contaminantes e riscos diferentes) para serem tratadas de maneira igualitária – informou o secretário.

Luis Rangel esclareceu que a defesa agropecuária sempre deu atenção aos pescados tanto do ponto de vista sanitário quanto de saúde pública, mas este ainda é um setor heterogêneo.

– O mercado do pescado precisa amadurecer nas questões de qualidade, garantias e respeito internacional, status obtido pelas demais carnes exportadas pelo Brasil.

O secretário explicou que a pesca extrativista ou a de cultivo está evoluindo, porém é preciso mais. O processo avançou muito nos últimos anos.  No entanto, necessita de medidas complementares para mostrar aos mercados a qualidade do produto brasileiro.

Ainda em setembro de 2017, com a vinda da missão de auditoria da UE ao Brasil, as autoridades nacionais sabiam das críticas aos peixes de captura, principalmente com relação às indústrias que processavam o pescado para exportação. A auditoria da UE concentrou-se nessas indústrias, o que justifica o pedido de separação entre pesca de captura e aquicultura.

Na manhã desta terça-feira, 26, o secretário Luís Rangel conversou sobre as medidas com os representantes da Peixe BR (Associação Brasileira de Piscicultura) e das empresas Geneseas e Netuno. Ele afirmou que o objetivo do Mapa é a retomada da exportação de pescado o mais breve possível.

Em 2016, o Brasil exportou 33,1 milhões de dólares de pescado. Até 30 de novembro de 2017, a exportação somava 21,8 milhões de dólares.

*Com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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