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Avicultura

PREVISÃO – Aumento da demanda deve fazer com que o preço do frango suba, diz CNA

Publicado em 14/11/2017

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encaminhará à Congregação Fikh, entidade de jurisprudência muçulmana, estudo que comprova a aplicação no Brasil do método halal. A medida deverá facilitar negócios e ampliar as exportações brasileiras de carne de frangos e de bovinos para mais de 50 países que integram a congregação.

Segundo a CNA, retomada das exportações e festas de fim de ano devem elevar preços do frango vivo (Foto: Divulgação)

O ministro interino do Mapa, Eumar Novacki, comprometeu-se a enviar estudo realizado pela Embrapa e pela USP sobre abate que atende a princípios religiosos desses países. Novacki recebeu comitiva integrada pelo secretário geral da Congregação Fikh, Abdel Salam Al Abadi, pelo primeiro conselheiro da liga Mundial Muçulmana, Abdul Al Aziz Mohamad Al Souli, e pelo vice-presidente do Centro de Divulgação do Islã para a América Latina (Cdial Halal), Ali Ahmad Saifi.

Em São Paulo, no fim de semana, a comitiva participou do primeiro congresso halal do Brasil. O questionamento ao ministro foi quanto à confirmação formal da prática de abate, em complemento a visitas técnicas já realizadas a empresas brasileiras exportadoras. Os muçulmanos fazem questão de informações científicas e oficiais de governo.

Após semanas de estagnação, os preços pagos pelo frango vivo, em Minas Gerais, subiram e as expectativas são de novas valorizações até o final do ano. A retomada das exportações brasileiras e a aproximação das festas de fim de ano são fatores que vêm contribuindo para a elevação da demanda e, consequentemente, dos preços pagos aos avicultores. De acordo com os dados da consultoria Safras & Mercado, em Minas, o quilo do frango vivo está cotado a R$ 2,70, ante o valor de R$ 2,60 verificado até o fim de outubro, aumento de 3,84%.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a reação nos preços vem após semanas de mercado estabilizado. A reação se deve, principalmente, à demanda externa maior, o que impulsionou as exportações nacionais.

Ainda que as negociações de carne de frango feitas por Minas Gerais, entre janeiro e outubro, com o mercado internacional, tenham ficado 14,3% menores com o embarque de 153,6 mil toneladas, as exportações nacionais do produto estão em alta e enxugando a oferta do mercado.

Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 365,5 mil toneladas em outubro, volume 16,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 314,6 mil toneladas.

– O volume de embarque está se recuperando e isso reduz a oferta interna de carne de frango, neste caso, tornando o cenário mais propício a reajustes nos preços do frango vivo – explicou Iglesias.

Ainda segundo o consultor, no último bimestre do ano, o aumento das vagas temporárias de empregos, o pagamento do 13º salário e o abono de férias tradicionalmente contribuem para um maior consumo de carnes em geral, incluindo a de frango. Com isso, a tendência é de novas valorizações.

– No último bimestre o consumo é motivado pelas festas de fim de ano e pela maior renda da população. Então, no mercado interno a demanda também está aquecida, apesar do cenário de crise econômica. A gente vê um momento promissor para o setor de carnes em geral e tem espaço para novos reajustes na carne do frango ao longo das próximas semanas. As exportações também devem manter o crescimento – afirmou o analista.

Retomada

Após praticamente dois meses de preços estagnados, o quilo do frango vivo voltou a valorizar em Minas Gerais, passando de R$ 2,60, valor praticado até outubro, para atuais R$ 2,70.

Segundo Iglesias, o segundo e o terceiro trimestre deste ano foram períodos complicados para o mercado do frango. Com a demanda enfraquecida, os preços, em Minas Gerais, atingiram, em setembro, R$ 2,40, por quilo, o menor registrado no ano. A retomada, mesmo que lenta, começou no fim do terceiro trimestre.

Segundo Iglesias, o cenário para os avicultores em 2017 foi mais favorável quando comparado com o ano passado. Isto porque os custos de produção estão melhores para a atividade, principalmente em relação ao milho.

– No ano passado, os custos de produção foram alavancados pela baixa oferta de milho. Em 2017, foram pontuais os problemas e tivemos o milho sendo negociado em torno de R$ 28 a R$ 30 por saca de 60 quilos, frente aos R$ 45 e R$ 50 registrados no segundo semestre de 2016 – concluiu o analista.

Da Ascom/CNA, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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