domingo, abril 22, 2018

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Reportagens

Em “avant première” para jornalistas, Merial lança novo produto em exemplar fazenda de leite

Publicado em 10/06/2017

Em “avant première” para jornalistas, Merial lança novo produto em exemplar fazenda de leite

Por Antônio Oliveira

Apresentação1E continuamos nossa viagem pelo Brasil que produz. Após visita a Casa Branca Agropastoril, fomos para a Fazenda Santa Rita, da empresa Agrindus no município de São Carlos, no centro-leste paulista, a terceira maior produtora de leite do Brasil. Uma cartada inteligente da Merial Saúde Animal para lançar um novo produto veterinário em “avant premier” para jornalistas de agronegócio, convidos por meio do projeto Road Show, da Texto Comunicação Corporativa.

Jornalistas executivos da Merial e da Agrindus na Fazenda Santa Rita (Fotos: Leandro Sousa/Texto Comunicação)Jornalistas executivos da Merial e da Agrindus na Fazenda Santa Rita (Fotos: Leandro Sousa/Texto Comunicação)

“Vem comigo”, que vou te contar sobre este medicamento e sobre esta belíssima e exemplar modelo de empresa rural familiar com 72 anos de serviços prestados à cadeia do leite no Brasil.

Na Fazenda, caracterizada por uma arquitetura do início do século passado, belo paisagismo e tecnologias de ponta para a produção e beneficiamento de leite e seus derivados, fomos recebidos por funcionários e proprietários da Agrindus, liderados pelo “maestro” Roberto Jank Júnior e pelo staff da Merial, liderado por Pedro Bacco, seu diretor de Operações de Grandes Animais, que ministrou uma palestra sobre “Tendências para a pecuária em 2017”. Outro executivo da empresa no Brasil Alessandro Lima, gerente de Marketing de Grandes Animais, palestrou sobre o produto em lançamento.

Pausa para um detalhe:

Executivos da Merial e jornalistas apeados, de luxuosos ônibus e carrões, num auditório construído em madeira de lei, num canto da Fazenda, faltava o anfitrião: Roberto Jank.

Quem imaginava ele chegar em reluzente camionete, como é praxe entre produtores rurais, se equivocou e admirou a simplicidade e praticidade do CEO da Agrindus: ele chega numa motocicleta para trilhas, mas ali, com a finalidade de pastoreio.

Voltemos ao assunto em pauta:

Falemos, primeiro, da boa nova desta multinacional e, depois, da maravilha que vimos na Fazenda.

Linha Eprinex da Merial (Foto: Merial)Linha Eprinex da Merial (Foto: Merial)

O novo produto, o antiparasitário Eprinex Injetável, tem como diferencial, segundo Lima, o descarte zero para o abate e carência de apenas um dia para a ordenha, além de assegurar o mais alto índice de ação antiparasitária do mercado, com 99% de eficácia no controle parasitário do rebanho.

– É a melhor opção na terminação para gado a pasto e semiconfinamento e para a proteção dos bovinos de leite contra os parasitas – afirmam os executivos.

– Quando lançamos a molécula Eprinomectina, com Eprinex Pour-on, oferecemos ao mercado um importante diferencial, pois se trata de um produto que realmente permite descarte zero do leite e traz qualidade e segurança aos consumidores – continua Pedro Bacco.

– Agora, apresentamos Eprinex Injetável, que tem apenas um dia de carência para o leite e carência zero para o corte, possibilitando a negociação do animal já no dia seguinte, e uma carcaça de muito mais qualidade. Além disso, proporciona maior facilidade no manejo, com a aplicação subcutânea. Mais uma vez, reafirmamos nosso compromisso com a pecuária (corte e leite) – frisa Alessandro Lima.

O produto, ainda conforme Alessandro Lima, é composto por eprinomectina a 3,6% e tem duas versões: uma com 500ml para o grande produtor e outra com 50ml para o pequeno produtor.

IMG_2192Pedro Bacco, diretor de Grandes Animais da Merial

Ainda conforme Pedro Bacco, o pecuarista pode vender seu gado no dia seguinte ao uso de Eprinex.

– Essa é uma grande conquista da linha Eprinex em comparação ao que existe no mercado hoje, pois ela contribui para a produtividade do rebanho. Isso é lucro superior para os pecuaristas – informa Pedro Bacco.

Para colocar o produto no mercado, além de se ancorar em seus longos anos de tradição e qualidade de seus produtos, a Merial Saúde Animal argumenta que estudos apontam que a presença de parasitas, internos e externos, no rebanho podem provocar prejuízos de até 40% no ganho de peso e na produção de leite.

Isso ocorre, pois, nessa situação, o animal acaba não absorvendo o alimento ingerido, tendo efeitos diretos em seu ganho de peso. Dessa maneira – afirmam os executivos -, o uso de antiparasitários na pecuária é necessário para assegurar bem-estar animal  e assim, contribuir para a produção de carne e de leite de qualidade e em alta quantidade.  .

Alessandro Lima gerente de Marketing de Grandes AnimaisAlessandro Lima gerente de Marketing de Grandes Animais

Contudo, continuam os executivos, a expressiva maioria dessa classe de medicamentos indispensáveis tem período de carência de pelo menos quatro semanas para abate e também no descarte de leite.

Merial Saúde Animal muda de mãos

Desde 1º de janeiro deste ano, até então extensão do Grupo francês Sanofi, a Merial passou a fazer parte do grupo Boehringer Ingelheim, uma empresa com raízes na Alemanha e a segunda maior empresa de saúde animal do mundo.

Conforme ela, a empresa nascida na França, empenha-se em desenvolver ainda mais este setor, com a melhoria da saúde animal. Ela tem mais de 10 mil funcionários no mundo todo e atua em 99 países.  Seus produtos são comercializados em mais de 150 mercados.

Já a Boehringer Ingelheim é uma das 20 maiores empresas farmacêuticas do mundo. Com sede em Ingelheim, na Alemanha, ela tem atualmente cerca de 50 mil funcionários em todo o mundo.

Empresa familiar, fundada em 1885, tem seu foco em pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina humana e veterinária. Em 2015, o faturamento líquido da Boehringer Ingelheim foi de cerca de € 14,8 bilhões, sendo que as despesas em P&D equivalem a 20,3% desse total.

Agrindus, força familiar que se   fez tradição e produtividade

Logo após as exposições dos executivos da Merial, nós fomos conhecer as instalações de criação, ordenha e produção de leite e derivados, que tem a marca Letti. Mas, antes, porém, permita alguns destaques da palestra do CEO da empresa, Roberto Jank Junior, que discorreu sobre a visão empreendedora e de mundo de sua família.

IMG_2132Roberto Jank, CEO da Agrindus: opção pela linha Eprimex

A Agrindus, conforme ele existe desde 1945 e tem outra unidade rural em Mato Grosso do Sul, onde se desenvolvem a suinocultura e a avicultura. Na Santa Rita, a pecuária de leite é dominante e tem que, nos seus resultados finais, sobrepor os altos custos das terras rurais na região, ou seja: ou se produz ou se comercializa a terra.

Toda a proteína vegetal fornecida às quase 4 mil cabeças de gado holandês – PO´s de origem – criadas na Fazenda, entre 1.600 e 2 mil cabeças ordenhadas todos os dias, vem de cultivos e fabricação nesta propriedade de 2 mil hectares – 500 hectares dos quais utilizados no processo de produção e agroindustrialização do leite. Suas terras são cada vez mais produtivas e há mais de 20 anos não recebem adubação química. Todos os resíduos produzidos na produção de proteína vegetal para ração e no processo de produção de leite são aproveitados de uma forma ou de outra – principalmente como adubo.

IMG_2345Sala de ordenha da Fazenda Santa Rita: mais ou menos 55 mil litros de leite/dia

A Agrindus se destaca, não só pela sua verticalização agroindustrial e sustentabilidade, mas também pelo sucesso de sua sucessão familiar. Roberto Jank Junior e seu irmão Jorge, foram entre os quatro irmãos, quem assumiram a “a batuta” do patriarca Roberto Jank e tocam o empreendimento com grande maestria. Aos olhos do carismático pai.

Mas não são a sucessão familiar funciona ali com muito equilíbrio e êxito. A estabilidade, na empresa, de seus funcionários também. Dia 4 de abril, por exemplo, a empresa perdeu o seu gerente geral da área de leite, o conhecido Beco, que nasceu e trabalhou na Agrindus por toda a vida e era a quarta geração da família Simolini na Fazenda. Um dos filhos de Beco é gerente financeiro da empresa.

Jank mostrou também, em sua palestra, alguns gargalos e avanços da pecuária de leite no Brasil: evolução lenta, por falta de horizonte; custo Brasil; força devido às tecnologias tropicais; falta de contrapartida do produtor aos incentivos oficiais e o assistencialismo.

Em síntese, segundo Roberto Jank:

Riscos – evolução lenta de horizonte em política de crédito, estabilidade jurídica e trabalhista e soluções de infraestrutura.

Oportunidades: há muito por fazer em todas as áreas e por isso as oportunidades são infinitas.

Dinâmica da produção

 O processo de produção de leite e derivados (iogurtes, creme de leite e manteiga) da Agrindus é altamente tecnológico. A ordenha começa logo a partir das 4h30 e até as 08h00 da manhã as vacas já estão ordenhadas, resultando em até 55 mil litros de leite que são engarrafados no tipo A, em três versões: integral, semidesnatado e desnatado. São mais ou menos 12 mil litros por dia que abastecem 60 cidades da região.

IMG_2361Vista parcial da indústria de laticínios da Agrindus

Tanto as três versões de leite, quanto os iogurtes com leite semidesnatado e em vários sabores são embalados em embalagens PET (Poli Tereftalato de Etileno), que, conforme a Empresa proporcionam alta resistência mecânica (impacto) e química, suportando e protegendo o produto envasado do contato com agentes agressivos. Possui excelente barreira para gases e odores. Por isso é capaz de conter os mais diversos produtos com total higiene e segurança para o produto e para o consumidor. Além de ser ecologicamente correto.

Aliás, sobre isto, permita-me um testemunho : a Empresa presentou os jornalistas visitantes com bolsas témicas recheadas de leite e iogurtes. Era uma quinta-feira e nós teríamos que percorrer ainda mais algumas empresas até a sexta-feira e volarmos para as nossas cidades neste dia a noite. Mas eu só chegaria em Palmas na quarta-feira seguinte. Resultado : de cidade em cidade ; de ônibus e de avião em avião, com o bag já sem gelo desde o segundo dia,  apenas o leite não chegou bom para  consumo. Já os iogurtes, intactos e uma delícia. Homegeneidde do leite e cuidados na fabricação.

É bonito de se vêr, do processo de ordenha à finalização dos produtos. Da ilha (ops, convencionei chamar assim) de ordenha, completamente informatizada e mecanizada, o leite colhido segue por tubulação para a indústria de laticínios, percorrendo apenas 20 metros. São, diariamente, mais de 12 mil litros de leite e o restante transformado em derivados.

IMG_2394Linha de produtos Letti em suas modernas embalagens PET

A Fazenda é uma das mais produtivas do Brasil : 30 mil litros de leite por hectare/ano, 2,9 mil acima da média nacional.

Os Jank são isto : nunca lamentaram e ficaram apenas esperando por políticas de governo : arregaçaram as mangas e produzem exemplarmente.

Testemunho

Falando sobre a experiência que tem com a linha Eprinex, da Merial, Roberto Jank diz que ela foi escolhida pela empresa porque é peça fundamental na estratégia de biosegurança e rastreablidade de seus produtos, em que é necessário segurança máxima no combate a endoparasitas e ectoparisitas.

– Para nós a opção do banho carrapaticida não funciona de maneira nenhuma, porque no momento em que se faz o banho esse resíduo está 100% no produto.

Outras questões da escolha do Eprinex,  ainda conforme o produtor,  é que ele é feito sempre na secagem das vacas e é um produto de descarte zero de leite, o que nos dá segurança de poder estar usando um produto em que a nossa marca e o nosso consumidor não sofrem nenhum tipo de risco de resíduos de endectocidas.

CONFISSÕES DO JORNALISTA

É isto. O que eu vi me deixou encantado e sonhando com um MATOPIBA autosuficiente na produção de leite e derivados. E nós podemos, sim. É só observar nosso imenso potencial para a produção de grãos; boa logística; recursos hídricos e ótimas condições edafoclimáticas.

Falta-nos entretanto, politicas concretas de Estado – sem assistencialismo.

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