sexta, maio 11, 2018

PREDAÇÃO – “Peixes desaparecem pela ação de clandestinos e das UHE”, diz pescador – Piscishow&Avisuleite PREDAÇÃO – “Peixes desaparecem pela ação de clandestinos e das UHE”, diz pescador – Piscishow&Avisuleite

Piscicultura

PREDAÇÃO – “Peixes desaparecem pela ação de clandestinos e das UHE”, diz pescador

Publicado em 25/01/2018

PREDAÇÃO – “Peixes desaparecem pela ação de clandestinos e das UHE”, diz pescador

Por Antônio Oliveira

As escadas de peixe são ineficientes para a piracema (Foto: Divulgação)

Não é de agora que ambientalistas acusam o setor de aquicultura – mais especificamente o cultivo de exóticos, como a tilápia –  e pescadores de depredarem e até extinguirem os peixes nativos dos rios brasileiros, principalmente nos lagos formados por usinas hidroelétricas (UHE). Do outro lado, estudiosos apontam a formação de lagos e o manejo de suas águas, como responsáveis pela extinção de peixes nativos. Práticas errôneas como o repovoamento indiscriminado e sem técnica desses reservatórios e a ineficiência das chamadas “escadas” de peixes – dispositivo feito nas barragens para a subida dos peixes no processo da piracema – são os grandes responsáveis pela redução e até extinção dos estoques de espécies nativas, como apontam esses observadores.

No Tocantins, a repórter Mayara Abreu, da Rádio CBN/Tocantins reportou, nesta manhã de quinta-feira, 25, uma denúncia do presidente da Federação dos Pescadores do Tocantins, João Haroldo, que deixa evidente que o impacto ambiental nas bacias de reservatórios de UHE é causado pelo manejo dessas unidades de geração de energia, não pelos exóticos, que são cultivados em cativeiros (tanques-rede).

Conforme a repórter, pescadores profissionais de Tocantinópolis, no extremo norte do Tocantins, denunciam a prática de pesca ilegal no rio Tocantins, naquele município. Segundo esses pescadores, falta fiscalização para impedir a pesca predatória no período da piracema, e a própria ausência dos pescadores profissionais, em função da piracema, e que seguem as regras legais, facilitam a ação de pescadores clandestinos.

À repórter, João Haroldo disse que a pesca ilegal na região tem sido feita por instrumentos como arpão e redes de malha fina (4), “que saiem arrastando tudo que está pela frente”, e os peixes que escapam feridos por arpões acabam morrendo.

Ainda conforme João Haroldo narrou à Repórter, os órgãos fiscalizadores alegam que não têm as condições mínimas de trabalho.

– Mas todas as vezes que fazem uma ronda, saem sobrecarregados de apetrechos apreendidos – denunciou João Haroldo.

Ele denunciou ainda, como fator de extinção de peixes, a oscilação do nível do Rio Tocantins (assim de outros rios que abastecem UHE). As águas sobem e descem, de acordo com a necessidade da UHE próxima (Estreito, na divisa de Tocantins com Maranhão)

– Quando o Rio enche, os peixes adentram as matas e desovam. Com a baixa, os ovos colocados pelos peixes estão sendo (ficam expostos) jogados para o seco e sendo comidos por predadores. E com isto estão desaparecendo, reduzindo os estoques de peixe – disse.

O pescador relacionou os peixes já extintos, em consequência deste manejo das águas do Rio.

– A branquinha, a piabanha, o dourado de couro, a dourada de escama, o jurupoca, o surubim, o pintado e outros peixes da bacia do Tocantins já foram extintos e muitos outros estão em fase de extinção. Ou seja, as espécies mais nobres já foram extintas – concluiu.

Clique aqui para ouvir a matéria da CBN/Tocantins

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